Vies

Programação do Viès do mês de junho.

Programação do Viès para o mês de junho de 2017:

  • O Viès tem Encontros Quinzenais para discutir clássicos do pensamento econômico. A próxima reunião será dia 1/6/17, sala 34, às 14h (UFCA-Campus Juazeiro do Norte). Texto: A Riqueza das Nações (Introdução e Livro I);
  • Dia 15/6/17, sala não definida, teremos Encontro Quinzenal;
  • Apresentação, dia  23/06/17,  na sala 89, às 14h, do resultado do grupo de estudo, que será feita pelo prof.Ivânio Azevedo;
  • Dando continuidade ao Diálogos sobre Economia e Sociedade, no qual abordamos temas atuais a partir das leituras do Viés, teremos, no dia 30 de junho, na sala 89, outro debate sobre a Reforma da Previdência. Os convidados são Samuel Facundo (graduando em história e técnico administrativo na UFCA) e Fabiano Santos (professor de economia na URCA).

Viès

O Viés iniciou as atividades este ano, com o objetivo de promover discussões, que colaborem com o conhecimento das dimensões políticas e sociais, envoltas nas afirmações pretensamente neutras da Ciência Econômica. O grupo, aberto a toda comunidade acadêmica e público externo interessado na temática, reúne-se dia de quinta-feira, às 14h, quinzenalmente. Nos encontros, são debatidos textos clássicos de Economia e a relação com o cenário atual.

Quem somos?

cropped-Vies_Cariri.png

Com a discussão da PEC-55 (Proposta de emenda constitucional) na UFCA, conhecida como PEC dos gastos federais, ficou clara a necessidade de discutir conceitos de economia. Nas reuniões, muitas delas compostas pelos três setores da universidade (estudantes, professores e técnicos), muitos colocavam que deveríamos entender a PEC pelo viés técnico da economia, compreendendo-a como uma ciência que daria uma solução neutra, a partir da contemplação de dados, para a questão dos gastos públicos.

O economista, que até a década de 1980, início do período de adoção da cartilha macroeconômica neoliberal, era considerado um cientista social que deveria compreender a realidade e propor soluções para seus problemas, passa a ser um técnico que apresenta dados com conclusões únicas. Nesse sentido, é interessante a posição de Paulo Freire, quando analisa o trabalho de extensão do agronômo no campo: “O agrônomo não pode, em têrmos concretos, reduzir o seu quefazer a esta neutralidade inexistente: a do técnico que estivesse isolado do universo mais amplo em que se encontra como homem. (…) Esta indeclinável responsabilidade do agrônomo, que o situa como um verdadeiro educador, faz com que êle seja um (entre outros) dos agentes da mudança.” Essa concepção de economista e de ciência econômica deriva da adoção do mercado como o único regulador das relações humanas.

No entanto, a realidade trem mostrado a incapacidade do mercado de garantir os direitos fundamentais (educação, saúde, cultura) para a maioria da população. O desenvolvimento econômico, baseado no aumento do PIB-Produto Interno Bruto, está destruindo a natureza, aumentando a exclusão social e precarizando ainda mais os empregos. Essas discussões, desprovidas de uma análise histórica, é interessante para o capital e destrutiva para os trabalhadores. Para discutir questões como os gastos públicos, reforma da previdência, plano de demissões voluntários, reforma da CLT, todas propostas apresentadas pelo governo Temer, e que afetam diretamente todos nós, dentro duma perspectiva de outra sociabilidade alternativa ao capital, é imperativa a formulação de alternativas ao pensamento dominante na economia retomando discussões sobre os fundamentos do capitalismo, suas contradições.

O VIÈS- CARIRI tem o objetivo de discutir a Economia Política numa perspectiva crítica e emancipatória!

I Diálogos sobre Economia e Sociedade

É HOJE!IDES_chamada_web

 

 

css.php